Programa cultural em rede Caminhos segue novos rumos

Primeiro ciclo do Caminhos foi este fim de semana, com os Caminhos do Ferro a encarrilar mais de 2000 pessoas em seis espetáculos, durante três dias, em quatro municípios.

Os Caminhos do Ferro, primeiro de três ciclos anuais do Caminhos – programa cultural em rede no Médio Tejo – teve lugar de 12 a 14 de abril, em Abrantes, Entroncamento, Tomar e Torres Novas e foi um sucesso, com todas as salas de espetáculos esgotadas e forte afluência aos teatros de rua e percursos artísticos nas Mouriscas (Abrantes) e em Riachos (Torres Novas).

Na sua terceira edição, o Caminhos, projeto de programação cultural em rede, promovido pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) e pelos 13 municípios associados, surge com uma imagem renovada (já presente no primeiro ciclo, dos Caminhos do Ferro) e uma nova estratégia programática, que passa pela criação de uma equipa multi-disciplinar.

O projeto Caminhos surgiu da vontade de 13 municípios em apresentar às suas populações ofertas culturais alternativas, arrojadas e que colocassem o território no mapa artístico e cultural a nível nacional e internacional.

Este conceito é fruto do contributo de agentes culturais locais que colaboraram com os municípios e com a CIMT nas duas primeiras edições e que abraçam agora novos projetos, entre os quais se destaca Luis Ferreira, a quem muito o Caminhos agradece. Esta alteração na equipa do Caminhos levou-nos a criar uma nova estratégia programática, que passa pela dissolução do Comissariado Cultural do Caminhos e pela criação de uma equipa multi-disciplinar, formada por representantes dos 13 municípios, que vão contribuir, em conjunto, a partir daqui e já para o próximo ciclo, na programação cultural do Caminhos”, explica Anabela Freitas, presidente da CIMT.

Esta programação vai manter a linha criada e pensada para o Caminhos, com propostas sempre gratuitas, integrando cada vez mais o tecido cultural local e diversificando as áreas artísticas: das performativas, às artes plásticas, passando pela poesia e pelo artesanato e artes locais.

Os projetos comunitários, com residências artísticas em agentes locais, e os percursos artísticos continuarão a ser a imagem de marca do Caminhos, deixando um legado na comunidade local e criando um caminho que cada vez mais torna o nosso território uma região de apreciadores de cultura e que acolhe turistas culturais”, acrescenta Anabela Freitas.

Os Caminhos do Ferro tiveram lugar o fim de semana passado e foi o primeiro dos três ciclos agendados para 2019. Os concertos de Mário Laginha e Pedro Burmester e do brasileiro Rubel esgotaram em todas as salas dos quatro municípios. Os dois teatros de rua com artistas internacionais (Amer i Àfrica e Soralino) tiveram bastante receptividade, com horários que captaram tanto o público mais noturno como as famílias no domingo de manhã.

Os dois percursos artísticos (com Terceira Pessoa e Talkie Walkie com Manuel Tur) foram um sucesso, sempre com grande afluência de público e envolvendo a comunidade local de Mouriscas (Abrantes) e Riachos (Torres Novas).

Sobre o Caminhos:

O Caminhos é um projeto que se divide em três ciclos culturais de programação em rede no Médio Tejo, e que envolve 13 municípios. Estreou-se em 2017 com três caminhos a percorrer: os Caminhos do Ferro (abril), os Caminhos da Água (julho) e Caminhos da Pedra (outubro).

O Caminhos em 2019 tem o seguinte calendário: Caminhos do Ferro de 12 a 14 de abril; Caminhos da Água de 12 a 14 e 19 a 21 julho; e Caminhos da Pedra, de 11 a 13 e 18 a 20 outubro.

Os Caminhos do Ferro percorrem Abrantes, Entroncamento, Tomar e Torres Novas. Os Caminhos da Água mergulham em Abrantes, Alcanena, Constância, Ferreira do Zêzere, Mação, Vila Rei, e Vila Nova da Barquinha. Os Caminhos da Pedra esculpem-se no Entroncamento, Ourém, Sardoal, Sertã, Torres Novas, e Vila Nova da Barquinha.

Os grandes objetivos do Caminhos é gerar itinerância de públicos internos, com uma programação cultural diferenciadora, e aumentar o número de visitantes que experienciam, neste período, o território como um todo, como um roteiro turístico e cultural em rede.

Já trouxe ao Médio Tejo alguns dos artistas de maior renome nacional e internacional, com propostas irreverentes e emergentes no panorama atual.

Projeto cofinanciado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER.

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