Percurso

17.10.2026
Ponto de partida: Praça Alexandre Herculano
Constância

DURAÇÃO: 90min
M/16
CONDIÇÕES DE ACESSO: Inscrições: turismo@cm-constancia.pt / 249 730 052 | Limite de inscrições: 30 pessoas por sessão

Audiowalk | MODOS DE VER: Constância | teatromosca

No meio da multidão que visita Constância, onde o rio Zêzere se junta ao Tejo, destaca-se um grupo de pessoas que ali está reunido para perambular, vaguear, aparentemente, sem destino.

Munidos de auscultadores, visitam sítios familiares guiados pelas vozes e pelos sons que escutam intimamente, levando-os a descobrir novos percursos e passando também por alguns dos sítios históricos mais emblemáticos da vila.

As ruas, os cafés, os jardins, os museus, serão o palco e cada visitante assumirá o papel de ator neste espetáculo realizado ao ar-livre. Durante todo o caminho, uma vila secreta surgirá através das vozes e dos sons nos auscultadores.

Assim, através do som, altera-se a perceção da paisagem visual, o mundo exterior é apreendido de outro modo e novos territórios são explorados.

Cada qual, sozinho na multidão, faz a sua própria viagem pelo interior da(s) história(s) e da paisagem da vila. À sua volta há outros atores. E se todos são atores, quem serão os espetadores?

| HORÁRIOS DAS SESSÕES

10h00 e 15h00

| FICHA TÉCNICA

Criação – Pedro Alves
Design de som – Francisco Semedo
Adereços – Pedro Silva
Dinamização – Francisco Semedo e Maria Carneiro
Direção de produção – Inês Oliveira
Parceria – CAMINHOS – Programação Cultural em Rede do Médio-Tejo
Apoio – Câmara Municipal de Constância
Produção – teatromosca

| NOTA BIOGRÁFICA

teatromosca

O teatromosca é uma companhia de teatro fundada em Sintra em 1999. Produziu espetáculos com textos de Eric Bogosian, John Berger, Samuel Beckett, Francisco Luís Parreira, Gil Vicente, Gao Xingjian, Sharman Macdonald, Jaime Rocha, Elfriede Jelinek, entre outros.

Coproduziu projetos com o Teatrão, o Teatro Municipal S. Luiz, o Teatro Diogo Bernardes, Centro Cultural Olga Cadaval, Theatro Circo de Braga, Casa Conveniente, CAPa, Fundação Cultursintra, Lugar Comum, Festival de Sintra, Théâtre de la Tête Noire, entre outros.

Desde 2023, tem vindo a criar diferentes projetos com base nas linhas dramatúrgicas que enquadram o seu plano de atividades quadrienal, financiado pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto – Direção-Geral das Artes, a partir da premissa “Contra o Medo”.

Em 2011 iniciou o projeto editorial, moscaMORTA, que visa publicar textos originais de novos dramaturgos portugueses e artigos de reflexão no âmbito das artes performativas. Paralelamente, no âmbito da TEIA, desenvolve um conjunto de projetos de intervenção comunitária ou participativos, envolvendo artistas e públicos na produção e fruição das suas muitas atividades.

Em 2016 inicia a criação de audiowalks, “MODOS DE VER: _ _ _”, um projeto criado em formato site-specific, e, em 2019 e 2022, desenvolveu parte significativa do seu trabalho em torno da fusão entre as linguagens cinematográficas e as teatrais.

É, desde 2017, a entidade responsável pela programação e gestão do AMAS – Auditório Municipal António Silva, em Agualva-Cacém. Desde 2015, organiza, anualmente, o MUSCARIUM – festival de artes performativas em Sintra.

A companhia funda-se num princípio de responsabilização artística que entende que a criação teatral está sociologicamente radicada, devendo assumir essa radicação e potenciá-la esteticamente. Embora orientado para a intervenção artística no concelho de Sintra, o teatromosca afirma-se como estrutura capaz de servir o circuito artístico nacional e internacional, procurando a diversidade de públicos, de ligações artísticas e de produção.

Inversamente, é uma estrutura aberta a projetos e criadores vindos de fora. Atenta aos novos impasses, desafios e tensões, a companhia privilegia a colisão de disciplinas e culturas, procurando refletir, problematizar e exprimir conflitualidades, acreditando que a pertinência do seu trabalho não se esgota na mera apresentação de espetáculos.

 

 

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