Se está a ler isto é porque Cremalheira do Apocalipse lançou o seu primeiro e homónimo álbum.
É um registo de anos de processo criativo em banda, com membros vinculados há anos e outros que entram com objetivo claro de sair assim que encontrarem emprego ou melhor ocupação. Das entranhas de Rio Tinto, no triângulo sagrado entre o Centro Social de Soutelo, McDonalds, a pastelaria que tem bolos grandes demais, e o Parque Nascente, brotou a Cremalheira do Apocalipse, uma pedalada de baqueta nos dentes, e um estalo na rotina diária de quem os ouve de quem os vê e de quem os faz.
Cremalheira do Apocalipse é uma máquina que cria música incatalogável que lhes apetece, em conjunto e com um objetivo claramente indefinido. Armados de baterias, teclados, guitarras, bidons e baldes, sem nunca se baldarem, emancipam-se com este álbum de mensagem ácida e profética. Para quem se apazigua com rótulos diz ser entre punk, rock ou indie.

