Sobre

Todos os CAMINHOS vão dar à cultura. É assim em Abrantes, Alcanena,Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha. Esse é, pelo menos, o objetivo do projeto criado em 2017 e que liga em rede estes treze municípios do Médio Tejo, com a cultura como princípio, meio e fim.

Com três ciclos que prometem criar momentos de encontro, este projeto cultural percorre os acessos da região para chegar a todas as comunidades. Em abril, para começar a entrar na linha, a melhor forma de chegar é através dos CAMINHOS DO FERRO. Em julho há nova inundação cultural a escoar pelos CAMINHOS DA ÁGUA, que fluem nos rios da região, para, em outubro, a água mole dar lugar à pedra dura, com o ano a terminar pela encruzilhada de estradas dos CAMINHOS DA PEDRA.

Com propostas para todas as gerações, toda a programação do CAMINHOS é gratuita e tem destinos a perder de vista, que inclui passagens pela música, teatro, dança, circo contemporâneo, teatro de rua e percursos artísticos. Tudo, para tornar a região no epicentro das dinâmicas culturais.

Colocando os recursos e espaços naturais ao serviço das comunidades, pretende-se proporcionar encontros em redor da cultura. Encontros dos artistas com as comunidades, dos residentes com os vizinhos ou com outros visitantes, da arte com o entretenimento e da cultura com a paisagem natural.

Esse é o caminho que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e os treze municípios que a compõem pretendem seguir. Este é também o convite para sair à descoberta destes concelhos e da sua diversidade. Um desafio para que se perca pela encruzilhada destes CAMINHOS.


MÉDIO TEJO

A região do Médio Tejo localiza-se no centro de Portugal Continental, ocupando uma área de cerca de 3.344 km e cuja população residente de cerca de 250.000 habitantes se distribuí pelos concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Sertã, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

 

ABRANTES

Abrantes tem sabor a Tejo e a memória, passado e historia. Tem uma energia contagiante marcada pela busca incessante de progresso tecnológico e industrial. Uma avidez de vanguarda harmoniosamente conjugada com o orgulho nas raízes e na importância estratégica do castelo na defesa militar do território desde a Reconquista Cristã. A cultura e as artes expressam-se das mais variadas formas, sendo possível descobri-las esculpidas em ferro pelas ruas calcetadas que percorrem o centro histórico e descem ao encontro do Tejo, elemento inspirador de sabores locais – a Palha de Abrantes e as Tigeladas, o peixe do rio e as migas, os vinhos e os azeites. Aos apreciadores de lazeres ribeirinhos e desportos náuticos e oferecida a diversidade do Aquapolis, nas margens do rio Tejo, da praia fluvial da Aldeia do Mato, na albufeira de Castelo do Bode e os percursos de lazer e de aventura.

 

ALCANENA

O corpo e a mente deleitam-se nesta região brindada pela natureza com os recantos do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e a biodiversidade do Complexo das Nascentes do rio Alviela. A história, por sua vez, concedeu-lhe as tradições intemporais dos têxteis e dos curtumes, transformando-a na afamada “ Capital da Pele ” . A magnificência das paisagens com predominância dos tons verdes, pintalgados de manchas cinza, conferidas pela presença abundante da rocha calcaria, e digna das aguarelas de Roque Gameiro, pintor nascido e criado na Vila de Minde. Os fortes aromas da serra, refletem-se na sua gastronomia, como a Cachola, a Morcela de Arroz e os Bolos Podres dos Santos. Um estilo único da terra onde os dias de sol sugerem passeios pedestres e mergulhos na praia fluvial dos Olhos de Agua, os dias amenos convidam a observação de uma das maiores comunidades de morcegos cavernícolas da Península Ibérica e os dias chuvosos provocam a invulgar lagoa temporária no Polje de Minde.

 

CONSTÂNCIA

A história sobre a união dos rios Tejo e Zêzere repete-se a cada instante no cenário idílico que envolve a “ Vila Poema ” . Um encontro inspirador para Luís de Camões, insigne poeta português, que por aqui viveu profundamente os seus amores durante o apogeu do porto fluvial. Nesta vila ribeirinha o romance galga as margens e surge no céu estrelado durante uma visita ao Centro Ciência Viva – Parque de Astronomia, na cumplicidade gerada pelas ruas estreitas e floridas do centro histórico ou nas cores dos barcos engalanados em tempo de festa dedicada a Nossa Senhora da Boa Viagem. Quando a doçura dos Queijinhos do Céu e o aconchego das migas Carvoeiras e Pintassilgas não provocam “ borboletas na barriga ” , encoraja-se o sentimento num passeio pelo borboletário tropical do Parque Ambiental de Santa Margarida.

 

ENTRONCAMENTO

A viagem da “ Cidade Ferroviária” teve inicio há menos de dois séculos e o que foi um pequeno apeadeiro, evoluiu para um local de paragem obrigatória que conjuga ambientes cosmopolitas e contemporâneos com o mito popular dos fenómenos. Cada pormenor do concelho e marcado pela tradição ferroviária, desde a arquitetura dos antigos bairros ferroviários, passando pela centenária estação de comboios onde se cruzam bagagens repletas de historias vividas entre chegadas e partidas. Destas paragens levam-se as memorias do caminho de ferro português perpetuadas no Museu Nacional Ferroviário e os passeios serenos junto da albufeira no Parque Verde do Bonito ou a pratica das mais diversas modalidades no imenso complexo desportivo.

 

FERREIRA DO ZÊZERE

O verde funde-se nas águas do rio Zêzere com o compasso único da natureza em estado puro, apenas sentido quando se mergulha na praia fluvial do Lago Azul, pratica desportos náuticos, percorre os trilhos pedestres e de BTT ou se desfruta de um relaxante passeio de barco em grupo com refeição a bordo. Cada momento ganha sabor de pausa merecida nestas paisagens que ao longo dos seculos inspiraram a história do concelho, como os vestígios paleolíticos em Avecasta, a construção da torre templária de Dornes ou a recente confeção da maior omelete do mundo, certificada pelo Guinness. A “Capital do Ovo ” e terra de Bons Maridos, Boas Esposas e Tigeladas, os doces tradicionais que compõem uma gastronomia singular na qual se salientam, igualmente, o queijo de Areias, o leitão à ferreirense e o sempre apetecível peixe do rio.

 

MAÇÃO

Os contrastes intensificam o “verde horizonte” do concelho, garantindo viagens com doses generosas e proporcionais de prazeres gastronómicos, vestígios do passado longínquo, aguas medicinais regeneradoras, apostas em energias do futuro e cenários bucólicos a beira-rio. As tradições eternizam-se a mesa ao saborear o mel, as azeitonas e o inconfundível presunto, do qual Mação se tornou catedral, e renovam-se nas Termas da Ladeira de Envendos através de tratamentos terapêuticos com origem no domínio romano. Mais primitivo e o acervo milenar do Museu de Arte Pré-histórica e do Sagrado no Vale do Tejo, que convive de forma serena com os equipamentos modernos das praias fluviais de Cardigos, Carvoeiro ou Ortiga e a tecnologia dos aerogeradores no Parque Eólico.

 

OURÉM

Passo a passo, assim se conhece a terra de Ourém, desde épocas imemoriais. Os caminhos percorrem todo o concelho e geram viagens distintas no íntimo de cada caminhante, sejam elas pelo tempo até ao período jurássico, pela memória popular ao imortalizar reis e condes ou pela esperança com a experiência da fé. Os trilhos mais antigos encontram-se nas lajes calcárias do Monumento Natural das Pegadas dos Dinossauros, a natureza manifestase na refrescante praia fluvial do Agroal e a história reflete-se na Vila Medieval de Ourem, que regista a passagem dos anos nas muralhas do castelo e do Paco do Conde, concretizando-se os sabores pelo Vinho Medieval de Ourem, no bolo do arco, na ginginha e na Ucharia do Conde. Jornada inevitável e a peregrinação ao Santuário de Fátima, onde a devoção mariana se revela.

 

SARDOAL

As cores da “Vila Jardim” renovam-se a cada dia que passa inspiradas nas tradições populares, na contemporaneidade das atividades culturais e no virtuosismo da arte sacra. Tons vibrantes que conquistam quem passa e se alastram pelas ruas da vila, as varandas das casas, as igrejas, os miradouros e os refúgios verdejantes. Ao longo da Semana Santa, a fé floresce dentro dos templos sagrados em tapetes de pétalas e alumia as almas com as velas da Procissão dos Fogaréus. Nos restantes dias, a crença na beleza suprema consolida-se na envolvência dos moinhos de Entrevinhas e da praia fluvial da Lapa, nos pormenores das sete pinturas que compõem o retábulo do Mestre do Sardoal, no pórtico renascentista na Igreja da Misericórdia e na singularidade das receitas das Tigeladas e da Cozinha Fervida.

 

SERTÃ

Terra de encantos e recantos, a Sertã provoca no espírito a paz da natureza e a nobreza dos heróis. O tempo lê-se nas muralhas do castelo fundado pelo general romano Quinto Sertório e nos arcos da Ponte Filipina da Carvalha, intercalados pela influência secular da Ordem do Hospital. A exploração florestal e a industria da madeira afirmam-se num território com sabor a maranhos e a cartuchos de amêndoa, onde Nuno Alvares Pereira (Santo Condestável) deu os primeiros passos e desenvolveu o génio militar que garantiu a vitoria na Batalha de Aljubarrota. A genuinidade da Princesa da Beira reflete-se, igualmente, nos espelhos de água das praias fluviais e das albufeiras das barragens que sugerem momentos prazenteiros e enquadram a típica Aldeia de Xisto de Pedrogão Pequeno.

 

TOMAR

A lenda e a realidade encontram-se em segredo nos múltiplos recantos de Tomar. Um desafio constante aos sentidos presente na diversidade religiosa e arquitetónica do centro histórico, nos cenários idílicos da barragem do Castelo de Bode e num impressionante legado Templário com mais de oito séculos. O misticismo emana do conjunto monumental do Convento de Cristo, Património da Humanidade, e sente-se por toda a “Cidade Templária”, descendo a encosta pela Mata dos Sete Montes e seguindo o traçado das ruas medievais ate as margens ajardinadas do rio Nabão. No concelho proliferam outros enigmas, adensados ou desvendados numa visita a antiga Sinagoga, na degustação dos pratos de lampreia e dos Beija-me Depressa, num passeio de barco junto da Ilha do Lombo ou nos elementos sagrados e profanos que se fundem na Festa dos Tabuleiros.

 

TORRES NOVAS

O folego adapta-se ao ritmo do concelho minutos apos a chegada. Cada momento “Inspira a descoberta” e congrega a celebração da historia, a tranquilidade da natureza, os aromas dos Figos de Torres Novas e das enguias, a devoção nas crenças populares e os aplausos nas plateias de espectáculos alternativos. A pulsação aumenta nos trilhos da Reserva do Paul do Boquilobo e do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros com a mesma intensidade dos encontros nas esplanadas da cidade com vista para o rio Almonda e o castelo. Apenas se ganha consciência da passagem do tempo por aqui nos mosaicos coloridos que formam os painéis romanos na Vila Cardilio, nas galerias subterrâneas das Grutas das Lapas e nas tradições que se conservam na Festa da Bênção do Gado de Riachos.

 

VILA DE REI

Qualquer itinerário de Vila de Rei tem ponto de partida no cume da Serra da Melriça, onde a pirâmide de alvenaria assinala o centro geodésico do Pais e as paisagens envolventes enriquecem a região de tal maneira que e por muitos considerada “ uma jóia no coração de Portugal ” . O horizonte estende-se ate onde a vista alcança, englobando os avanços científicos expostos no Museu da Geodesia, as particularidades da rustica Aldeia de Xisto de Agua Formosa e as históricas conheiras resultantes da extracção de ouro a céu aberto praticada durante o domínio romano. O pinheiro constitui a matéria-prima essencial do território, perfumando as aldeias ribeirinhas na barragem do Castelo de Bode e a praia fluvial do Penedo Furado. O odor e inconfundível e apenas igualado pelos dos Bolos Fintos, dos enchidos, dos queijos e do mel.

 

VILA NOVA DA BARQUINHA

A “Terra dos Sorrisos” estimula o lado estético e poético do mundo, misturando matérias-primas e cores de todos os séculos e dando forma a um concelho que se expressa através das artes plásticas, das lendas encantadas, dos desafios ao conhecimento, do património etnográfico e da natureza omnipresente. Pelo rio Tejo fluem historias sobre mouros e templários no Castelo de Almourol, segredos das receitas dos Pirilaus do Frade Ambrósio e da acorda de sável, tal como memorias de passeios ao ar livre junto das obras que distinguem o Parque de Escultura Contemporânea Almourol, no Barquinha Parque. O instinto criativo não se esgota nas margens e desperta com o pórtico renascentista da Igreja Matriz de Atalaia, as corridas tauromáquicas na segunda Praça de Touros mais antiga do Pais e as experiências científicas desenvolvidas na Escola Ciência Viva.

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